cover
Tocando Agora:

Suspeito que escondia celular em pasta para gravar relações sexuais e vender vídeos por R$ 75 é preso após denúncia de sete vítimas

Preso por gravar e vender vídeos de sexo usava pasta com celular escondido José Cleuton da Silva, de 48 anos, foi preso preventivamente, na manhã desta sexta...

Suspeito que escondia celular em pasta para gravar relações sexuais e vender vídeos por R$ 75 é preso após denúncia de sete vítimas
Suspeito que escondia celular em pasta para gravar relações sexuais e vender vídeos por R$ 75 é preso após denúncia de sete vítimas (Foto: Reprodução)

Preso por gravar e vender vídeos de sexo usava pasta com celular escondido José Cleuton da Silva, de 48 anos, foi preso preventivamente, na manhã desta sexta-feira (29), suspeito de usar pastas com celular escondido para gravar, armazenar e vender vídeos de relações sexuais com várias mulheres, sem o consentimento delas. Segundo a Polícia Civil do Piauí, ele cobrava de R$ 75 a R$ 100 pelo acesso às imagens em um aplicativo de mensagens. LEIA TAMBÉM: Suspeito preso por esconder celular em pasta para gravar e vender vídeos de sexo pode ter feito outras vítimas, diz polícia Pelo menos sete mulheres denunciaram o suspeito pelos crimes, de acordo com o delegado Humberto Mácola, coordenador do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). A investigação apontou que as relações sexuais aconteceram há mais de 10 anos e algumas das vítimas eram menores de idade na época das gravações. O g1 tenta localizar a defesa de José. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O delegado afirmou ao g1 que o suspeito pode responder por dois crimes diferentes: Art. 218-C (Código Penal): Divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia (4 a 10 anos de prisão e multa); Art. 241 (Estatuto da Criança e do Adolescente): Venda de vídeo com cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente (4 a 8 anos de prisão e multa). A Polícia Civil deve indiciá-lo, ou seja, apontar indícios de que ele cometeu esses crimes e pedir ao Ministério Público que o denuncie à Justiça. O suspeito só será julgado caso a Justiça aceite a denúncia oferecida pelo MP. Pastas foram apreendidas A prisão e o mandado de busca e apreensão foram cumpridos durante a Operação Lente Oculta, na Santa Maria da Codipi, Zona Norte de Teresina. "Durante a busca na casa dessa pessoa, a gente encontrou duas pastas que foram preparadas, tinham capas de celular que coincidem com o celular de propriedade do investigado. As pastas têm buracos para filmar e divulgar os vídeos", explicou o delegado Humberto Mácola. "Ele colava as capas, fazia um furo perfeito [do outro lado] e podia filmar as vítimas", mostrou o delegado em vídeo. Motorista escondia celular em pasta para filmar relações sexuais e vender vídeos por R$ 75 Divulgação/PCPI Fotos das vítimas também eram expostas O DRCC descobriu indícios de que José Cleuton usava perfis e robôs automatizados, ou "bots", para vender o material íntimo no aplicativo de mensagens. Mesmo com a derrubada das contas iniciais pela plataforma, ele criou um novo link para continuar a venda clandestina dos vídeos. Ainda de acordo com a Polícia Civil, fotos atuais das vítimas em perfis públicos nas redes sociais eram coletadas e expostas junto aos vídeos. Durante a prisão, os policiais civis encontraram várias caixas com garrafas vazias de uísque e vodca, além de lacres e tampas de bebidas. A polícia apreendeu as garrafas e suspeita de que elas sejam falsificadas. "A gente percebeu uma grande quantidade de bebidas que aparentemente podem ser falsas, bebidas vazias, denotando que seria uma falsificação", afirmou o delegado Humberto Mácola. Polícia suspeita de que bebidas apreendidas na casa do suspeito sejam falsificadas Divulgação/PCPI Número de vítimas pode ser maior As primeiras vítimas que compareceram à sede do departamento, em 21 de maio, encorajaram outras mulheres, também avisadas da existência do material nos grupos do aplicativo, a denunciar o suspeito. Segundo a polícia, é "plausível" que outras vítimas que ainda não foram identificadas possam ter sido feitas. O DRCC alertou que a disponibilização não autorizada de conteúdo íntimo e sua aquisição são crimes graves. "A orientação é de que possíveis outras vítimas que não denunciaram por constrangimento ou temor procurem imediatamente a delegacia especializada", disse o DRCC. "Recomenda-se preservar todas as evidências digitais disponíveis, como links e relatórios técnicos de evidências, e buscar o departamento para registro da ocorrência", completou a Polícia Civil. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube