Suspeito de integrar esquema de fraude em licitações e desvio de recursos é preso no PI
MPPI detalha investigação sobre reforma de Mercado Central em Floriano Uma pessoa apontada como suspeita de integrar um suposto esquema de desvio de recursos ...
MPPI detalha investigação sobre reforma de Mercado Central em Floriano Uma pessoa apontada como suspeita de integrar um suposto esquema de desvio de recursos públicos e fraude em licitações no município de Floriano foi presa na segunda-feira (14), em Demerval Lobão, no Centro-Norte do Piauí. A identidade não foi divulgada. A prisão é um desdobramento da Operação (Des)Concentrar, deflagrada pelo Gaeco no último dia 10. Segundo o Ministério Público, as investigações apontam indícios de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contratos executados em Floriano. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Em nota, a Procuradoria-Geral do Município de Floriano informou que o município ainda não foi procurado, notificado ou intimado pelo Ministério Público (confira a nota). À TV Clube, o promotor de Justiça Edgar dos Santos Bandeira Filho explicou que mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a um vereador, servidores públicos municipais e promotores de eventos. O Ministério Público não informou quais materiais foram apreendidos durante a operação. “Identificamos agentes públicos envolvidos que foram incluídos na operação porque há movimentações financeiras suspeitas entre essas empresas e esses agentes”, afirmou o promotor. Um policial identificado pelas iniciais W.M.C.J. também foi preso durante a operação, mas foi liberado após pagamento de fiança. Segundo o Gaeco, a investigação teve início após uma denúncia apresentada por vereadores e pela análise de documentos relacionados à contratação de uma construtora para a reforma do Mercado Público Central de Floriano. De acordo com as apurações, os investigadores identificaram indícios de direcionamento de licitações, realização de aditivos contratuais sem respaldo legal e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. “Fizemos uma análise completa do processo licitatório e verificamos uma série de indícios que demonstravam que essa empresa estava sendo beneficiada na contratação. Um dos principais pontos foi um aditivo que elevou o valor do contrato em quase 50%”, explicou o promotor. Ele afirmou ainda que a empresa investigada integra um grupo de outras companhias que também executam obras no município. “A empresa responsável pela obra do mercado é uma; a que executa a obra do cais é outra. No entanto, todas fazem parte de um mesmo grupo. A gente vê que a cabeça desse grupo é apenas uma, então estamos tratando como um consorcio de empresas, todas voltadas para a mesma finalidade”, afirmou. Bloqueio de bens, valores e ativos até R$ 22,99 milhões Durante a operação, são cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, além do bloqueio de bens, valores e ativos financeiros de pessoas físicas e empresas investigadas. O valor total dos bloqueios pode chegar a R$ 22,9 milhões, segundo o Ministério Público. A Justiça também determinou a suspensão das atividades econômicas das empresas apontadas como integrantes do grupo investigado. Com a medida cautelar, elas estão proibidas de firmar novos contratos com a administração pública. Além disso, foi determinada a suspensão dos contratos atualmente em vigor entre essas empresas e a Prefeitura de Floriano. Segundo o Ministério Público, a medida busca evitar possíveis prejuízos aos cofres públicos e proteger o interesse público enquanto as investigações continuam. Nota da Procuradoria-Geral de Floriano A Procuradoria-Geral do Município de Floriano, em atenção às notícias veiculadas pela imprensa sobre a operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Piauí, contra desvio de recursos públicos e fraude em licitações, vem a público esclarecer o seguinte: 1. O Município de Floriano não foi notificado, intimado ou formalmente procurado pelo Ministério Público do Piauí ou por qualquer outro órgão de investigação no âmbito da referida operação até a presente data. 2. A Administração Municipal não teve acesso a qualquer inquérito, representação ou peça processual relacionada ao caso, tomando conhecimento dos fatos exclusivamente por meio da imprensa. 3. O Município reafirma seu compromisso permanente com a legalidade, a transparência e a lisura na condução de seus procedimentos licitatórios e na aplicação dos recursos públicos. 4. Caso venha a ser oficialmente notificado ou requisitado a prestar esclarecimentos, o Município colaborará integralmente com as autoridades competentes, disponibilizando toda a documentação e informações necessárias à apuração dos fatos. A Procuradoria-Geral do Município permanece à disposição da imprensa para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários. MPPI deflagra Operação (DES)CONCRETAR NO Piauí MP-PI *Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/09/15/suspeito-esquema-fraude-preso.ghtml